Nunca vi o arco-íris
Mas não fique com pena. Na verdade eu
vejo o arco-íris como qualquer um, só nunca acreditei muito nessa história de
que existiam sete cores nele - no máximo, umas quatro ou cinco. Não me peça
para dizer qual é qual.
O daltonismo foi assunto de matéria na Folha de ontem. Se 8% dos homens do mundo são daltônicos, possivelmente todo mundo conhece um monte de rapazes que, vez ou outra, compram lindas camisetas lilás no shopping dizendo que gostam de um azul-marinho. O rosa também está sempre presente no vestuário daltônico, mas, felizmente para nós, hoje em dia essas coisas alegres viraram moda, aparentemente.
Os daltônicos talvez só não tenham saído do armário. Porque, quando ele faz isso (ou se entrega falando alguma cor errada), ninguém acredita - isso não é daltonismo, imagina, é fanfarronice. Depois chove gente apontando para todos os lados e perguntando "que cor é aquela?". Nada divertido.
E tem muita gente que morre sem saber do seu daltonismo.
O daltonismo foi assunto de matéria na Folha de ontem. Se 8% dos homens do mundo são daltônicos, possivelmente todo mundo conhece um monte de rapazes que, vez ou outra, compram lindas camisetas lilás no shopping dizendo que gostam de um azul-marinho. O rosa também está sempre presente no vestuário daltônico, mas, felizmente para nós, hoje em dia essas coisas alegres viraram moda, aparentemente.
Os daltônicos talvez só não tenham saído do armário. Porque, quando ele faz isso (ou se entrega falando alguma cor errada), ninguém acredita - isso não é daltonismo, imagina, é fanfarronice. Depois chove gente apontando para todos os lados e perguntando "que cor é aquela?". Nada divertido.
E tem muita gente que morre sem saber do seu daltonismo.
Quando eu era criança, decorava os
números dos lápis de cor. Devo ter começado com isso depois de ter pintado
algumas vezes lindas copas de árvores vermelhas e, claro, alguém ter me dito
que aquilo estava meio estranho. Inocência infantil: me parecia um desperdício
enorme aquelas caixas com 48 lápis coloridos. Eram tantos repetidos, afinal.
Apesar das dificuldades para entender as inovações da Faber Castell, é possível viver tranquilamente sendo daltônico. Tudo bem que nunca consegui ver um Internacional de Porto Alegre contra Palmeiras, mas não faz tanta falta assim. E um toque de injustiça: talvez eu não veja as ruivas exatamente do jeito que elas são.
É bom saber que, no futuro, talvez exista uma cura. Mas o interesse no tratamento surge mais por curiosidade de saber como é que, afinal, o resto do mundo vê as coisas do que por estar incomodado com o daltonismo.
Quem sabe você não é um de nós? Que número você vê no desenho abaixo? Pessoas com visão normal enxergam o número 74. Daltônicos, entretanto, podem ler o número 21 (talvez bem fraquinho) ou não conseguir ler nenhum número, dependendo do tipo de daltonismo que possuem.
Apesar das dificuldades para entender as inovações da Faber Castell, é possível viver tranquilamente sendo daltônico. Tudo bem que nunca consegui ver um Internacional de Porto Alegre contra Palmeiras, mas não faz tanta falta assim. E um toque de injustiça: talvez eu não veja as ruivas exatamente do jeito que elas são.
É bom saber que, no futuro, talvez exista uma cura. Mas o interesse no tratamento surge mais por curiosidade de saber como é que, afinal, o resto do mundo vê as coisas do que por estar incomodado com o daltonismo.
Quem sabe você não é um de nós? Que número você vê no desenho abaixo? Pessoas com visão normal enxergam o número 74. Daltônicos, entretanto, podem ler o número 21 (talvez bem fraquinho) ou não conseguir ler nenhum número, dependendo do tipo de daltonismo que possuem.
Ricardo Mioto
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